Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Cantas bem, mas não me alegras !

 

Nicolau Tolentino de Almeida foi um poeta, essencialmente satírico, que viveu entre os séculos 18 e 19.

Um homem muito previsto...

 

Contra os toucados

 

Chaves na mão, melena desgrenhada,

Batendo o pé na casa, a mãe ordena

Que o furtado colchão, fofo e de pena,

A filha o ponha ali, ou a criada.

 

A filha, moça esbelta e aperaltada

Lhe diz co'a doce voz, que o ar serena:

-Sumiu-se-lhe um colchão?É forte pena !

Olhe não fique a casa arruinada !

 

-Tu respondes assim? Tu zombas disto ?

Tu cuidas que por ter pai embarcado

Já a mãe não tem mãos?-E,dizendo isto,

 

Arremete-lhe à cara e ao penteado.

Eis senão quando - caso nunca visto !

Sai-lhe o colchão de dentro do toucado !

 

 

(Não tenho nada contra gostarem da Amy  e ela beber uns copos e coisas assim...

eu, no meu tempo da vossa idade, adorava o Tom Waits)

sinto-me: mais animada
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Isto está mesmo a saque !!! (parteII)

Pronto, já fui ler, já me fui informar, tentar perceber a problemática das dívidas incobráveis.

Não gosto de falar só porque sim, protestar porque dá uma imagem muito in de revoltada sistemática.

Até tive uma discussão com um amigo do coração.

Esteve meia hora a explicar-me que a EDP é uma grande empresa com prestígio internacional e que tem sido muito bem gerida, que a notícia é que foi mal dada. Ele foi falando, falando, ainda escrevi algumas coisas mas, agora, que quero repetir aqui as razões da sua razão tenho frases soltas como - faz tudo parte da formação do preço de venda, num estado de direito as empresas devem dar lucro, quanto mais lucro mais bem gerida é, etc,etc....

Vê-se que ele percebe disto.

Eu não.

Acho que ainda percebo menos de economia do que de futebol.

E de futebol é o que se sabe !

Mas não vou esconder-me atrás do parco conhecimento para me escusar a dar a minha opinião.

Sou uma alma simples.

Pragmática até à quinta casa, sendo que o pragmatismo ( e passo a citar o dicionário para não meter água) é a doutrina filosófica que adopta como critério a utilidade prática, identificando o verdadeiro com o útil e, mais, um sistema que reduz o conhecimento a uma acção eficaz e a verdade à utilidade para a vida.

E, assim sendo, aqui vai o que eu apreendi do que li :

Em 2007 a EDP teve um lucro líquido de 1.100 milhões de euros.

No 1º trimestre deste ano, e contrariando as previsões dos nossos analistas, o lucro da EDP subiu 9,1% em relação a igual período de tempo do ano passado.

Estamos a falar de 263 milhões de euros líquidos.

O EBITDA - Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortisation - o cash-flow operacional cresceu para 808,7 milhões.

É muito milhão.

Ainda bem para os investidores...

E para o País que precisa de empresas assim, que lhe alentem a economia.

So far so good, isto até que ia tão bem com cash-flow e tudo, mas vamos lá ao que interessa.

0,2% a 0,3% da facturação total é de incobráveis, até aqui suportados pela empresa.

A estimativa da EDP para este ano é a de um calote de 13,6 milhões.

Ora a partir de 2009, e com o aval da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos,

a EDP vai dividir os 13,6 milhões pelos cerca de 6 milhões de consumidores, dos sérios, dos entrantes, dos pagantes.

Os justos pelos pecadores.

Eu sei, feitas as contas dá um miserável 1,13€.

Não é pelo dinheiro é pelo princípio.

Pela intenção.

Não sei, senti-me roubada, assaltada, jackinzada, desconsiderada.

Já pagamos a electricidade a um preço 21% superior ao da média comunitária e parece querer aumentar.

Este 1.13€  é só a cereja em cima do bolo!

Não sou de opinião que a notícia esteja mal dada.

Eu acho que está até muito bem dada mas...

 

...amigo do meu coração, não quero ter mais discussões energéticas contigo, que a única electricidade que descarreguemos seja a provocada pela nossa estima.

 

 

(Enquanto me lembrar da real seca que foi escrever este post não vou falar mais de política, sim, porque queiram ou não, isto é a porca da política !)

 

 

sinto-me: viva a energia solar!
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Isto está mesmo a saque !!!

 

Este símbolo da EDP nunca esteve tão actual.

É um sorriso assim a modos que de lado, meio trocista, meio cínico. de quem está a gozar com o pagode.

Eu ouvi a notícia mas confesso não percebi bem.

Ou, então, percebi e fingi-me de lucas...

Mas hoje, no balneário da hidro, a minha amiga Mª João ( João é nome de sina minha) 

entre  o seca e o veste, que despe, atira para o ar, de lá do outro lado, com aquela voz tenórica que Deus lhe deu :

 - Então e aquilo da Edp, da gente ir pagar as dívidas incobráveis deles ?

Gerou-se logo ali um taram-tam-tam, as que já tinham ouvido, as que não sabiam de todo, as que se indignavam, as que não acreditavam.

Olhei para elas e pensei : Se calhar Portugal também está assim...

E até a Comissão Reguladora de sabe-se lá o quê,

diz que é normal, que já se fez noutros países.

Acho que o calote é qualquer coisa como 13 milhões e tal de euros .

Um euro a cada um não custa nada , dizem eles.

Os consumidores pagantes, cumpridores, vão arcar com as dívidas dos outros ?

Isto é pura extorsão !

Eu não me importaria se fosse por alguma causa humanitária, ajudar gente mais desfavorecida a ter melhores condições, blá, blá, blá,blá, mas eu não me importava...

Agora ajudar  ao lucro da EDP ?

E o governo vai permitir isto.

Gastámos tanto a frase que agora até perde um bocado o impacto mas, meus amigos, agora é que é mesmo :

ISTO ESTÁ A SAQUE !!!

 

 

 

sinto-me: assaltada
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Pronto ! Já passou !

 

Estão a ver ? Não custou nada...já estamos preparadinhos para outra! Autênticos pros de aguenta manifes, suporta greves.

Mas desta vez confesso que já andava um bocado pró incomodada...

Isto de eu não perceber nada de política cada vez me baralha mais !

Mulher de Abril, sempre, sempre ao lado do povo, mas depois o povo unido começa a deitar fora caixas e caixas de peixinho fresco, o povo cada vez mais unido faz com que azedem milhares de litros de leite, centenas de frangos sem ração, fruta e verdura a apodrecer, falta a gasolina prá malta ir trabalhar, etc etc.

Estás a reaccionar.

Se calhar estou.

Conseguiram tudo o que queriam? Ou só o suficiente para debandarem ainda de cabeça erguida ? E vocês monstrinhos do governo  se era para darem o que deram não o podiam ter feito logo na segunda-feira ?

Pararam Portugal ?

Não, amiguinhos camionistas, aquilo das 5 às 7 foi Portugal a jogar com os Checos.

E aquela multidão aos gritos no Marquês de Pombal eram todos camionistas a quem o Sócrates tinha dado 50% de desconto no gásoleo, mais isenção de portagens ? Não !

3 a 1 ! Toma ! Vai buscar, Piloto ! Já estamos nos quartos !

Eu andava tão irritadinha que até estava para vir para aqui desabafar, mandar aqueles gajos todos para o... não, isso não sou capaz de escrever... talvez, eu quero que eles todos se... e, de repente, ela  safou a onça, mandou todos para a puta que os pariu (vês como o pariu aqui até fica bem ?) e, sendo assim, salva a honra do convento, eu posso vir prá aqui mais descontraída, perorar sobre o assunto.

Ora vejamos:

Já tivemos alunos, professores, fora a ministra, fora o governo...está tudo na mesma  e a gente já nem se lembra !

Já tivemos a administração pública, fora o ministro, abaixo o governo, e já passou !

Os transportes colectivos, os enfermeiros, os pescadores,os camionistas!

O protesto está a subir de tom e de músculo !

Evoluciona o vernáculo !

Estou desejosa da vez dos estivadores !

Fonte insegura informa-me que Sócrates está impávido e sereno !

200.000 para ele é trigo limpo, farinha Amparo !

Realmente não se vê grande alternativa ao longe !

Resta-nos assustá-lo de vez em quando.

A mesma fonte infidedigna assegura-me que ele só se preocupa a partir dos 5 milhões.

Ora isso é muita logística...não há autocarros que cheguem.

Mas eu tenho a solução !

'Bora combinar !

Dia 31 deste mês, ao meio-dia, abrimos todos as janelas e fazemos :

BUH !

Não lixamos ainda mais a economia e ele fica borradinho de medo !

Não se esqueçam:

BUH !

 

 

 

 

 

sinto-me: azeda como o leite
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Imperdoável falha jornalística..

 

Se eu estou contente por a nossa selecção ter ganho ?

Claro que estou ! Como o comum dos portugueses não gosto de perder nem a feijões.

E, sem querer, no sábado, até fui parar a um dos maiores ajuntamentos de fãs do país..

Pensei, Portugal inteiro a ver o jogo, vou ter a Feira do Livro só para mim...

Quase que me saía o tiro pela culatra.

Quando lá cheguei ia-me dando um baque.

Tinha caído no caldeirão deles !

Eram às centenas, por fim pareciam-me milhares, mesmo milhões a cantar o hino.

Tudo na relva, pinturas de guerra, bandeiras na mão, cachecóis em riste, bonés com cornos, e tudo virado para o Grande Manitu, perdão, o écran gigante instalado cá em baixo.

Sabem que a parte do hino até gostei.?!

Deve ser da idade, mas o hino cantado assim ao vivo emociona-me.

Ainda vi o Nuno Gomes a trocar galhardetes, escolher campo, apertar mãos e fiz-me à vida.

Eu tinha razão. A Feira estava ali quase toda para mim.

Dos stands junto à relva viam-se nesgas do écran.

Dali traduziam-se os bruás ululantes da multidão.

Goloooooooo !

- Quem foi ? Quem foi ?

- Foi o Pepe mas estava fora de jogo...

Comprei o que tinha de comprar e vim-me embora.

Lisboa deserta, parada, suspensa do golo que tardava.

Vieram dois e celebrou-se !

Está bem !

Onde quer que estejam os portugueses apoiam a selecção.

Está bem !

Nos dias de jogo, está bem !

Pergunta o Luís Castro, responsável pelo Telejornal RTP, num blog da minha predilecção,qual a nossa opinião sobre o tempo que a televisão deve dar à selecção.

Pois, Luís você sabe, nem oito nem oitenta, tudo o que é demais enjoa, sensibilidade e bom senso, pão e circo q.b.

O que já não se pode ver, ouvir e ler é sobre Cristiano Ronaldo...

Deixem lá o rapaz jogar. Onde quiser. Como quiser.Quando quiser.

Sei mais da vida dele do que de muita gente da minha própria família !

A morte do pai. A Merche.A doença da mãe. A Chaves.A boutique da irmã.A Patrocínio.O vício do irmão.Putas na cama. O brinco de diamante.A irmã que canta (e quando canta não se pode exterminá-la?).O relógio.O carro. A Nereida. As mamas da Nereida...

Deixem o rapaz em paz...

Além do mais não conseguiram ainda saber o maior segredo dele.O mais íntimo.

Enigma.

Paradigma.

Mistério.

Descobri-lo podia tornar Portugal muito mais feliz.

Porque é só o que falta saber...

Quantos rectângulozinhos de papel higiénico é que ele usa para limpar o...dito ?????

 

 

 

 

sinto-me: em dias de jogo
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Domingo, 8 de Junho de 2008

Mãos ao ar !

Capa de Cândido Costa Pinto

 

 

Comecei a ler muito pequena.

E mesmo quando não sabia adorava ver as ilustrações dos livros de história do Oliveira Martins, embora a preto e branco, impressionavam-me as sangrentas imagens de cabeças espetadas em paus de batalhas e revoluções que não se limitavam a cravos.

A literatura de casa da minha avó Ana e a de casa dos meus pais não podia ser mais heterogénea.

Li de tudo.

Mesmo livros de amor...não vos sei dizer quantas vezes li o 'John chauffeur russo' ou a 'Mulher de 30 anos'...

(Sim, e a Crónica Feminina às quintas-feiras também lia, e depois? )

Mas os meus favoritos eram os policiais.

Acho que da Colecção Vampiro li todos.

Sempre com capas de arrepiar.

Fiquei íntima do Poirot, da Miss Marple, do Maigret,do Sherlock, do Perry Mason, do Johnny Flechter com o seu inseparável Sam Cragg e muitos outros.

Quando começaram as séries policiais na televisão também não perdia uma - Hong Kong, com o, então, imberbe Rod Taylor, os Vingadores, o Santo, o Columbo e a sua sebenta gabardina, Perry Mason, Crime disse ela, e mais tudo o que cheirasse a crime e castigo.

Embora as minhas preferências literárias tenham feito uma trajectória de 180º, no que respeita às séries por cabo continuam inalteráveis.

Vejo tudo.

CSI Miami, CSI NY, CSY LA,CSI Freixo de espada à cinta...é o que se quiser.

E mais o Números, Lei e Ordem, Closer,Clube de Investigadoras, A lei do mais forte, etc.

E,claro, Ossos e Patologista.Nem desvio muito o olhar.

Penso nos fantásticos mock-ups que a produção inventa, nos litros de corante sangrento, às vezes emociono-me, outras arrepio-me mas nada me perturba o sono.

Já com a realidade não se passa o mesmo.

Fico muito mais impressionada com algumas notícias de telejornal do que com as lâminas certeiras do Dexter.

Comprovei isso no dia do encontro do IEM.

Já tinha passado o almoço, cervejas no British, íamos num táxi a caminho do jantar.

Quase a chegarmos ao Marquês de Pombal o trânsito abranda e vemos que qualquer coisa de estranho se passa lá à frente.

Encostados ao passeio, um atrás do outro, estão dois carros parados.

O da frente tem a porta aberta, deitado ao comprido de barriga para baixo, cara no chão,está um homem com as mãos atrás da nuca e outro de pé a apontar-lhe uma arma.

Do outro lado a cena era quase idêntica só que o de pistola na mão, sem nunca deixar de apontá-la, vai ao carro de trás tira uma daquelas luzes da Polícia e põe-a no cimo do carro e a pedir reforços.

Pronto. Era uma cena de polícias e ladrões, tipo Horatio Caine.

Ainda olhei à volta para ver se era cena de filme...mas não.

O táxi passou rentinho à pistola do de cá.

Era a sério.

Era a realidade. Pura e fria. Em Lisboa.

Entre nós era latente o desconforto.

Ficámos perturbadas.

Enervadas.

Pelo menos por momentos.

Metros à frente recomeçámos na galhofa.

Para trás ficaram dois homens de cara no chão, se calhar a pensarem que o crime não compensa ou na ironia do destino...

...presos em plena Avenida da Liberdade !

 

 

 

sinto-me: Muito meu caro Watson
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Receita de ginjinha da avó Isabel (ou como apanhei a minha primeira piela !)

 

 

Segundo escreve a historiadora Gabriela Carvalho no seu magnífico livro A Baixa de Lisboa -espaço de memória, local de encontro, com lindíssimas fotos de Homem Cardoso, a Ginjinha do Rossio foi fundada em 1840 e a sublinhar a decoração das portadas, ainda da época, alguns versos do mais fino teor:

 

                               É mais fácil com uma mão

                               dez estrelas agarrar

                               fazer o sol esticar

                               reduzir o mundo a grude

                               mas ginja com tal virtude

                               é difícil encontrar.

 

Pronto, já posso desfazer a vénia.

Esta coisa de escrevermos enquanto fazemos a 'devida vénia' quando citamos alguém é muito incómodo para as cruzes...

 

Voltemos às ginjinhas.

Foi com elas que apanhei a minha primeira piela.

A primeira vez que as provei foi exactamente na Ginjinha do Rossio.

Entrámos, eu e o meu pai, e ele pediu uma ginjinha e um capilé para a miúda !

Acho que hoje já não há capilé como aquele...

Mas foi então que aquela ginjinha, gorda, castanha, brilhante, ficou a descoberto no cálice do meu pai.

- Ó pai dá-me a ginjinha.

O meu pai hesitou, afinal eu teria para aí uns 8 anos.

 - Dá lá...

E ele deu.

Com a boca ainda doce do sabor a caramelo do capilé o primeiro impacto foi de arrepio, de ardor.

Mas depois gostei.

So far so good...

 

Ora acontece que todos os anos a minha avó Isabel fazia dois licores - de tangerina e de ginja.

O de tangerina não tinha nada que saber. Muitas vezes ajudei a tirar a parte branca das cascas. Depois era só aguardente, açúcar e tempo.

Já o das ginjinhas tinha muito enredo.

Começa que era feita com álcool muito fraquinho, para aí a 30º.

Lembra-me de ela dar a receita a muita gente:

O mesmo de ginja que de álcool, o dobro de açúcar, ou seja meio quilo de ginja, meio litro de álcool, um quilo de açúcar

Mas no ritual da receita é que estava o segredo. A magia,o mistério, alquimia.

A garrafa da ginjinha era grande e tinha a boca larga.

Primeiro entravam as ginjinhas com o álcool.

Rolha, garrafa tapada mais de um mês.

Passado esse tempo ela levava ao lume uma caçarola com água e quase o açúcar todo, com dois paus de canela e uns 3 cravinhos da India, e deixava ferver uns minutinhos.

Depois vinha o bem bom.

Numa frigideira o restante açúcar e um pouco de água iam ao lume até ficarem em ponto de caramelo.

Bem dourado, quase castanho para dar ainda mais cor ao licor.

Tudo misturado para dentro da garrafa (menos a canela e o cravinho senão amarga.)

E tempo.

Que lá em casa não lhe davam muito.

O licor desaparecia e ficavam ali, amontoadas, solitárias, as ginjinhas.

Um dia acabei-lhes com a solidão.

O mal tinha sido provar aquela outra. A primeira. A do Rossio.

De Mundo de Aventuras na mão fui-me a elas. O Mandrake com o seu fiel Lotário. eram os maiores...fui lendo e fui comendo, quando a minha avó descobriu já só havia um montão de caroços e uma neta meio agoniada, cabeça zonza e um estúpido sorriso nos lábios !

A garrafa da ginjinha passou a estar fechada a sete chaves.

Mas eu sabia onde elas estavam...

 

 

sinto-me: zonza só com a lembrança
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